
Duas características se sobressaem nos primeiros 60 dias de trabalho da Câmara do Recife: longos debates nas sessões e assiduidade dos membros da mesa diretora.
Publicado em 06/04/2013, às 22h00
Carolina Albuquerque
O centésimo dia da nova gestão na Prefeitura do Recife (PCR) se aproxima e os dois primeiros meses (fevereiro e março) de atividades da Câmara Municipal já sugerem algumas características da nova Casa que abriga 39 vereadores, dos quais 14 são novatos. Uma, por incrível que pareça, salta aos olhos: as sessões estão mais longas, começam quase que pontualmente às 15h, com a votação da ordem do dia, e não raro terminam perto das 18h, após o chamado grande expediente.
O decano, vereador Carlos Gueiros (PTB), observa um maior envolvimento dos vereadores em participar das discussões políticas. Faz, porém, uma ressalva: “Tudo isso faz parte do início. A partir do segundo semestre já muda um pouco”. Além disso, nota que os membros da mesa diretora estão bastante assíduos. “Não lembro de ter nenhuma sessão até agora em que vereadores que não fazem parte da mesa presidiram a sessão. Antes, isso era muito comum”, comentou.
Observa-se também que a bancada evangélica ganhou força com a presença de duas vereadoras atuantes nesse segmento, Michele Collins (PP) e Irmã Aimée (PSB). Hoje, contam 11 vereadores evangélicos. Apesar de antes haver um número considerável, somente agora está sendo articulada uma Frente Parlamentar Evangélica, nos moldes da Câmara Federal, para defender as premissas pregadas pelas igrejas. Michele já foi à tribuna para se posicionar contra a descriminalização do aborto, algo que está sendo discutindo em âmbito federal. Ela também é vice-presidente da comissão em Defesa dos Direitos Humanos, Contribuinte e do Consumidor, Apoio Comunitário, da Criança e do Adolescente.
Fonte: Jornal do Commercio




