Comissão de Direitos Humanos discute saúde e educação de pessoas com deficiência durante pandemia - Michele Collins

Comissão de Direitos Humanos discute saúde e educação de pessoas com deficiência durante pandemia

As dificuldades do acesso de pessoas com deficiência a serviços públicos de saúde, educação inclusiva e assistência social durante a pandemia de covid-19. Foi esse o tema de uma reunião promovida nesta segunda-feira (15), por meio de videoconferência, pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara do Recife. Presidido pela vereadora Michele Collins (PP), o grupo debateu, com representantes do segmento, problemas relativos ao atendimento e bem-estar dessas pessoas.

Adaptações nas plataformas de educação à distância, respeito à prioridade de atendimento nos postos de saúde, e acesso a políticas de segurança alimentar foram alguns dos pontos discutidos na ocasião. No encontro virtual, a presidente Michele Collins se mostrou preocupada com a especificidade necessária ao acolhimento de pessoas com deficiência. “Sabemos que existe a questão das comorbidades. Pessoas com certos tipos de deficiência também têm uma patologia associada e ficam mais vulneráveis. É um grupo de risco alto e precisamos monitorar isso”. As questões são maiores do que imaginavam, mas ainda bem que a gestão está aberta a alterações e demandas.

O vice-presidente da Comissão, o vereador Ivan Moraes (PSOL), também participou do debate. O parlamentar é autor de dois requerimentos, já aprovados pela Câmara, que dirigem à Prefeitura e ao Governo do Estado apelos para a inclusão, nos seus boletins epidemiológicos, de informações sobre pessoas com deficiência ou doenças raras com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus, bem como casos de óbitos. “Quero reforçar o prazer e a alegria de receber todos aqui. Estamos aprendendo a cada minuto. Vamos usar o tempo que temos da melhor maneira possível para aprender com cada um”.

Mães de pessoas com deficiência, gestores públicos, representantes de entidades civis e dos Conselhos Municipais de Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência apresentaram os problemas relatados pela população e trataram dos esforços do Executivo para lidar com eles. “O que tem chegado de demanda é a questão de violação de direitos. Pessoas com deficiência sem acesso às políticas públicas de educação, saúde. Chegam também demandas sociais, de carência de cestas básicas. Temos tentado dialogar com os gestores e trabalhar com a sociedade civil”, disse o presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife, Paulo Fernando Silva.

A presidente da Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR), Pollyana Dias, destacou os obstáculos encontrados por famílias de pessoas com deficiência ou com doenças raras no quesito educacional. “A educação é um gargalo muito difícil, especialmente com as crianças com deficiência intelectual. Estamos há mais de 90 dias em casa com nossos filhos e não têm uma política de atendimento. As mães estão desesperadas”.

A diretora executiva de Gestão Pedagógica da Prefeitura, Áquila Melo, falou sobre o trabalho do Poder Executivo para reorganizar o setor da educação durante a pandemia. “A Secretaria conseguiu garantir para quase 94 mil estudantes – sendo 4300 da educação especial – kits de alimentação e cesta básica, kits de higiene e, acima de tudo, material pedagógico. Esse material é totalmente inclusivo que a equipe preparou de acordo com as modalidades e com a participação da Gerência de Educação Especial. No caso doe 400 estudantes com deficiência, eles recebem sua alimentação diferenciada e específica em suas residências”.

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