Michele Collins discute assistência a pessoas em situação de rua durante quarentena - Michele Collins

Michele Collins discute assistência a pessoas em situação de rua durante quarentena

As ações da Prefeitura do Recife  para garantir condições de sobrevivência a refugiados e pessoas em situação de rua durante a pandemia de covid-19 foi tema de um debate durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (14). O tema foi levantado pela vereadora Missionária Michele Collins (PP), que discutiu requerimentos e defendeu a criação de abrigos para essas populações. A reunião plenária foi realizada remotamente, por meio de videoconferência. O que tem acontecido nesse momento.

Em sua intervenção, a parlamentar tratou dos requerimentos nº 983/2020, nº 984/2020 e º 985/2020, todos de sua autoria. Enquanto o primeiro deles aborda medidas de auxílio a empreendedores do Recife, os dois últimos pedem, respectivamente, a intensificação do plano de assistência para pessoas em situação de rua e a criação de um plano assistencial para aqueles que estão em situação de migração, refúgio e apátrida.

“Tenho ido ao encontro das famílias em situação de rua para dar assistência. O que tenho percebido é que a Prefeitura tem feito algumas medidas, sim. Mas ainda há uma falta de capilaridade para as ações desenvolvidas. Existem ações pontuais, principalmente no Centro do Recife, porém outras regiões precisam de apoio”, comentou.

Michele Collins afirmou, ainda, que o contexto de alguns grupos de migrantes também os coloca em risco de infecção pelo novo coronavírus responsável pela covid-19. “O plano de assistência para as pessoas em situação de migração é para os venezuelanos, para aquelas pessoas que estão em uma situação muito difícil na nossa cidade. Eles precisam de uma ação mais efetiva. Inclusive, há idosos que estão na rua.”

Para a vereadora, equipamentos públicos subutilizados durante a quarentena poderiam dar espaço a abrigos provisórios. “Em outras cidades e estados estão fazendo e é a recomendação de vários órgãos. Espaços ociosos, como o Geraldão, poderiam ser utilizados como abrigo. O meu apelo é que se faça um grande abrigo no Recife, um local com normas, regras, para que as pessoas possam ter alimentação, banho e onde possam ficar neste período.”