Michele Collins realiza reunião pública para debater políticas públicas à pessoa com deficiência e doença rara

Para marcar o início da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, a vereadora Missionária Michele Collins(PP), autora da lei que institui a semana, realizou reunião pública nesta terça-feira (03), no plenarinho da Casa José Mariano para debater políticas públicas para a pessoa com deficiência e doença rara. No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3 de dezembro), o plenarinho ficou tomado por associações, mães, pessoas e crianças com deficiência e doenças raras.

Michele Collins frisou a Lei 18.256 de 2016, de sua autoria, que dá acesso ao auxílio-moradia emergencial a pessoas com deficiência, independentemente de sua renda familiar e pessoal, além de destacar avanços quando o PPA foi aprovado recentemente. “Este ano, conseguimos importantes avanços na área da pessoa com deficiência e/ou doença rara, a exemplo da revisão do PPA, especialmente quanto à inclusão de objetivo específico que trata garantia da acessibilidade nas habitações de interesse social, na valorização de paratletas do Recife e a inclusão da pessoa com doença rara nas ações do programa de atenção à saúde, na manutenção e aprimoramento das atividades sistemáticas de esportes participativo e educacional e na adequação de unidades educacionais. Incluímos, ainda no PPA, a garantia de merenda escolar especial a alunos com restrições alimentares”.

A promotora Dalva Cabral, coordenadora do Caop Cidadania do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), elogiou as mães pela batalha diária e explicou as ações da pasta. “Solidarizo-me com todas vocês. Infelizmente 80% dos brasileiros, ou mais, não possuem plano de saúde. Esta pasta do MPPE nos felicita porque cada conquista é um divisor de águas. Visitamos 27 cidades e observamos que os cadeirantes não têm condições de transitar pelas calçadas. Preferem as ruas porque não é possível. Estou absurdamente sensível e a Coordenadoria vai catalogar os problemas detectados nos locais que visitamos e ainda visitaremos. É imprescindível judicializar as causas. O CAOP é uma ponte para todos e todas. A comunidade surda comparece muito no MPPE e esperamos tentar resolver as questões da melhor forma possível. Juntos e juntas somos mais fortes”.

Alguns encaminhamentos foram anunciados ao final da reunião. Dentre eles, a criação de uma subcomissão (dentro da Comissão de Direitos Humanos) para tratar o tema; adaptação nos trocadores nos shoppings centers e revitalização nas calçadas no IMIP e na Clínica Rarus, do Hospital Maria Lucinda. Participaram a Aliança de Mães e Familiares Raros(AMAR), Associação de Amigos e Portadores de Doenças Neuromusculares (DONEM) ,  Instituto de Cegos de Pernambuco e Grande Recife Consórcio.