Vereadora solicita prazo para validação dos cursos de teologia - Michele Collins

Vereadora solicita prazo para validação dos cursos de teologia

A vereadora Missionária Michele Collins subiu à tribuna na Câmara Municipal do Recife, na tarde de hoje (04), para registrar a sua preocupação pelos cursos de teologia não continuarem sendo válidos. O que certamente provocará sérios danos aos alunos e às instituições educacionais que oferecem esses cursos, os quais contam para efeito de dispensa de disciplinas para o curso de graduação.

O parecer 60, de 2014, que estabelece as diretrizes curriculares nacionais – DCN para teologia foi aprovado em 12 de março de 2014 e aguardava homologação. No dia 8 de setembro de 2016 o parecer foi apresentado na edição do diário oficial da união, o qual institui as diretrizes curriculares nacionais para o curso de graduação em teologia. De acordo com o art. 15 daquela matéria, após um ano da sua publicação, ficariam revogados os efeitos do parecer CNE/CES nº 63/2004, que dispõe sobre a regulamentação e o reconhecimento civil de cursos teológicos livres realizados antes do parecer CNE/CES nº 241/1999, não sendo mais permitidos o aproveitamento de estudos e a convalidação de títulos de cursos livres de teologia, após esse período.

Os estudantes que terminaram o curso livre em 2016, ainda poderiam convalidar seus diplomas fazendo matrícula no início de 2017. Depois disso, apenas quem cursar integralmente a graduação terá diploma de bacharel nas instituições reconhecidas pelo MEC. Essa decisão certamente prejudicará milhares de pernambucanos, que relataram sua angústia pelo fato de terem feitos diversos cursos nessa área, os quais passaram a não ter mais validade. Inclusive foi feita uma petição pública solicitando a prorrogação da convalidação de diplomas de cursos livres de teologia.

A missionária encaminhou um requerimento ao ministro da educação, Mendonça Filho, para que ele altere o conteúdo do art. 15 desta resolução, prorrogando por mais um ano a validade dessas disciplinas. Acredito que o gestor público vai ter a sensibilidade de atender às instituições teológicas e aos milhares de estudantes que hoje se encontram prejudicados com essa medida.