Vereadora Missionária Michele Collins fala sobre os problemas enfrentados pelos negros - Michele Collins

Vereadora Missionária Michele Collins fala sobre os problemas enfrentados pelos negros

A vereadora Missionária Michele Collins, durante sessão plenária realizada hoje, na Câmara Municipal do Recife, subiu a tribuna para tratar de um tema de extrema importância, a situação da saúde e da empregabilidade dos negros. Na ocasião a vereadora falou de uma doença pouco conhecida e que afeta predominantemente os negros, a anemia falciforme. “Uma doença genética e hereditária, de origem africana, relativamente desconhecida ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos, causando fadiga, riscos para a gravidez, dores articulares, atraso no crescimento, problemas neurológicos, pulmonares, entre outros”, explicou a Missionária.

Michele Collins ainda destacou diversos estudos que apontam os problemas sociais e de saúde que afetam os negros. Como a pesquisa nacional de saúde (pns) que diz que a discriminação continua no sistema público de saúde, onde de toda a população branca atendida, 9,5% saem da unidade hospitalar com o sentimento de discriminação, já entre os pretos é de 11,9% e pardos 11,4%, ambas nomenclaturas adotadas pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE) cuja soma representa a população negra. Entre as explicações para esses dados a pesquisa destaca o próprio preconceito e a desigualdade econômica.

A vereadora Missionária destacou que ações para elaboração de medidas sobre esses temas serão colocados em discussão durante as reuniões da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, assim como sobre a situação do acesso dos negros ao mercado de trabalho que segundo dados do IBGE revelam que, nos últimos anos a participação da mulher negra no mercado de trabalho cresceu, porém no que diz respeito aos salários, em 2007 as mulheres brancas ganhavam, em média, 62,3% do que ganhavam homens brancos, já as mulheres negras ganhavam apenas 34%.

Michele Collins finalizou pedindo o apoio de seu pares. “É inadmissível que nos dias de hoje ainda vejamos dados como esses. onde a cor da pele interfere não somente na vida social, mas na saúde de grande parte do nosso povo. Precisamos nos unir e mobilizar-nos contra o preconceito racial e promover ações onde possamos levar um maior conhecimento e um melhor suporte médico”, encerrou.