Pastor Cleiton Collins e Michele Collins repercutem pesquisa nacional sobre o consumo do crack no País. - Michele Collins

Pastor Cleiton Collins e Michele Collins repercutem pesquisa nacional sobre o consumo do crack no País.

A Região Nordeste lidera o consumo de crack em todo o País. É o que aponta a pesquisa sobre o perfil dos usuários feita pela Fundação Oswaldo Cruz, ligada ao Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre drogas, do Ministério da Justiça. O  assunto pautou o pronunciamento do deputado Pastor Cleiton Collins (PSC)  e o da vereadora do Recife, Missionária  Michele Collins (PP).
De acordo com o estudo, nas capitais do país, 370 mil pessoas são dependentes do crack e 40% delas estão no Nordeste. O tempo médio de uso é de oito anos, com um consumo de 16 pedras por dia.
Durante a reunião plenária, o Pastor Cleiton Collins ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelas comunidades terapêuticas, na recuperação de dependentes químicos. ” É preciso que os senadores pernambucanos se movimentem para aprovar o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional , de autoria do deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad) para definir condições de atendimento aos usuários, diretrizes e formas de financiamento das ações. A matéria prevê, entre outros pontos   a internação compulsórias, em casos específicos, assim como defende o financiamentos para as comunidades terapêuticas”, destacou Collins.
Já na sessão da Câmara Municipal do Recife, a vereadora Michele Collins ressaltou que a pesquisa confirma o que ela tem visto, vivido e falado sobre a situação no Recife. “Temos um peso muito maior como legisladores de cobrar e trabalhar para minimizar o sofrimento de muitas famílias”. Ela frisou que os dados revelam ainda um aumento na prostituição, uma vez que 30% das usuárias ouvidas já fizeram sexo para obter a droga. Alertou ainda que 65% dos dependentes não possuem emprego formal e fazem “bicos” para sobreviver. “São pessoas que não teriam condições de pagar um tratamento de seis meses, que custa em torno de 15 mil reais”.
image_preview[1] (4)
28561b[1]
Michele Collins também lembrou a necessidade de aprovar a proposta de lei que muda o Sistema Nacional Sobre Drogas e fez um apelo à Prefeitura do Recife e ao Governo do Estado para que promovam mais modalidades de tratamento para os dependentes de drogas, com a inclusão das comunidades terapêuticas.
De acordo com as informações da pesquisa, são 370 mil usuários regulares de crack no País, 148 mil no Nordeste, dos quais 13 mil estão na capital pernambucana.
Ascom
Fotos:  Agnaldo Leonel e Roberto Soares

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.